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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Alerta do prefeitos ! Pariense é destaque no Alto Tietê

Pariense é destaque no Alto Tietê
Alerta aos prefeitos!

Especialistas falam sobre
“briga” entre prefeitos e ex

Confronto político prejudica a população, que acaba se desinteressando de participar na gestão de sua cidade

Márcia Dias
Da Região


Mal 2013 começou, e a população das cidades de Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba se tornou plateia de um “ringue político” formado pelos seus respectivos prefeitos Paulo Tokuzumi (PSDB), Acir dos Santos (PSDB), o Filló e Mamoru Nakashima (PTN) que usam as armas do denuncismo para duelar contra seus antecessores Marcelo Cândido (PT), Jorge Abissamra (PSB) e Armando Tavares Filho (PR), o Armando da Farmácia. Expor irregularidades em secretarias e problemas financeiros deixados pelas gestões anteriores foram as estratégias usadas pelos atuais alcaides para mostrarem ao público as “mancadas” deixadas pelos seus antecessores. Entretanto, na opinião do sociólogo Afonso Celso Pancini Pola e do gestor de Políticas Públicas, Wagner Wilson, estas táticas possuem um lado reverso que pode prejudicar os próprios prefeitos junto aos seus munícipes. Despercebida ou não, estas estratégias de “queimar a imagem do antecessor” podem desmotivar o povo de participar da gestão da cidade, já que não vê o atual gestor praticar o prometido plano de governo divulgado em campanha eleitoral.
“A marca de cada gestor deve ser evidenciada na forma como conduz aquilo que foi traçado no planejamento de longo prazo e nas ações de curto e médio prazo”, analisou o sociólogo Afonso Pola.
O gestor Wagner Wilson alertou para o risco da população se desinteressar pelos assuntos ligados ao seu município. “Na minha opinião, os reflexões dessas "onda" de denúncias, faz com que a população passe a se desinteressar de assuntos que precisam ser resolvidos com urgência na atual gestão. Para uma cidade, em que está sendo administrada por um novo prefeito, é necessário por em prática o plano de governo e estabelecer metas para a melhoria da qualidade de vida da população, e não usar a força da imprensa para fazer "denúncias", para isso existe a Justiça, e para governar precisa existir o dialogo entre a antiga e a nova gestão”, comentou.
Enquanto não há conscientização sobre a opinião do gestor, quem continuará “apanhando” nesta briga, é a própria população, que precisa ter o entendimento de que as dívidas de sua cidade não são de ex-prefeitos, mas sim do Poder Público, e que devem ser pagas por quem chega a ele.
“Até porque, muitas vezes, o que está sendo denunciado já foi objeto da mesma denúncia feita pelo gestor anterior no início de seu mandato. Muitos problemas graves apresentados por inúmeros municípios brasileiros são decorrentes de omissões de diversos gestores. Por outro lado não é raro também o comportamento omisso de gestores em final de mandato, quando quem está no poder convive com a certeza de que sua não terá continuidade, seja através do próprio ou de quem ele patrocina”, frisou o sociólogo Afonso Pola.

FINS ELEITOREIROS O sociólogo fez uma análise sobre a onda de denuncismos no aspecto eleitoral. “Tal fato tem sido característica do início de gestão pelo Brasil afora, quer seja no âmbito municipal, estadual ou federal, sempre que o vitorioso no processo eleitoral seja alguém da oposição. Pelo menos parte desse costumeiro denuncismo deve ser creditada ao seguinte fato: quem assume a gestão tem interesse em criar factóides que possam servir de justificativa para situações que costumam minar o apoio popular recebido nas urnas”, concluiu.






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