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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Como foi o ato do aniversário de SP

 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, January 29, 2009 10:10 AM
Subject: Como foi o ato do aniversário de SP

Oi, pessoal,

uma versão mais precisa do que a veiculada na grande mídia.
Quinta, hoje, 29.jan, 19h, faremos uma avaliação para possível continuidade na luta contra a higienização.
Local: Espaço Ay Carmela!- R. dos Carmelias, 140.

Sds


http://www.midiaind ependente. org/pt/blue/ 2009/01/439559. shtml
ou
http://centrovivo.org/node/1076

Kassab foge e não encara manifestação contra política de "limpeza social"
Por Renata Bessi 28/01/2009 às 18:42

Aconteceu o que ninguém esperava. Kassab fugiu pelos fundos da Catedral da Sé, no carro de um cardeal.

Duzentas pessoas ocuparam a Praça da Sé e o Pátio do Colégio durante as comemorações dos 455 anos de São Paulo, no domingo (25/01), para manifestar repúdio à política de expulsão da população de baixa renda do centro de São Paulo, colocada em prática pela prefeitura.

Um trator e uma marreta foram escolhidos pelos manifestantes para presentear o prefeito Gilberto Kassab. Os objetos lúdicos simbolizam a política de Kassab de demolir habitação popular no centro - é o que tenta fazer com os edifícios São Vito e Mercúrio, no Parque Dom Pedro -, enquanto inaugura com José Serra prédios da Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação) em regiões com pouca estrutura urbana e longe de postos de trabalho, como os da Cidade Tiradentes, no extremo da Zona Leste.

Enquanto Kassab discursava na Catedral da Sé para centenas de fiéis católicos sobre a aplicação de recursos públicos de sua gestão em prol de uma cidade mais justa, em tradicional missa de aniversário da cidade, os manifestantes se concentravam em frente à entrada principal da Catedral. As entradas laterais também foram ocupadas pelos manifestantes para a entrega do presente.

Mas aconteceu o que ninguém esperava. Kassab fugiu pelos fundos no carro de um dos cardeais, deixando para trás inclusive o carro da prefeitura. A manifestação seguiu para o Pátio do Colégio, onde o prefeito discursaria em um ato cívico.

Sob os gritos de "O povo na rua, Kassab a culpa é sua", houve a segunda tentativa da entrega dos presentes. Um dos manifestantes tentou furar o bloqueio da segurança, mas foi barrado. Enquanto isso, o prefeito planejava sua segunda fuga. Seus assessores avisaram os organizadores do evento que o prefeito não falaria. Kassab bateu em rápida retirada, com direito a cantoria de pneu do seu carro oficial, deixando os manifestantes para trás.

Em local seguro dos manifestantes, no antigo Hotel São Paulo, onde houve a inauguração da Unidade Básica de Saúde República, Kassab declarou aos jornalistas, segundo a Agência Estado, que enfrenta com naturalidade manifestações populares. E sobre o fato de ter cancelado o discurso, disse que já havia falado durante a missa da Catedral da Sé.

Resistência

Uma carta defendendo a reforma do edifício São Vito e do seu vizinho Mercúrio foi distribuída à população durante a manifestação. Os prédios, localizados no Parque Dom Pedro, estão ameaçados de demolição pela prefeitura, cujo objetivo é construir uma praça e um estacionamento subterrâneo.

O São Vito está desocupado desde 2004 (624 apartamentos) , quando a prefeitura tirou os moradores para reforma, garantindo a volta das pessoas após as obras. Mas elas não aconteceram e os moradores não puderam voltar para suas casas. O Mercúrio possui 144 apartamentos, sendo que 32 famílias resistem e continuam no prédio.

A prefeitura conseguiu na Justiça a imissão na posse de todos os apartamentos do Mercúrio, o que dá a ela o direito de retirar todos os moradores. O prazo inicial para a saída das pessoas foi 15 de dezembro, mas naquele momento faltavam a imissão na posse de quatro apartamentos. Depois, por pressão de movimentos e dos moradores, o prazo passou para 10 de janeiro. Agora o despejo pode acontecer a qualquer momento. Os moradores afirmam que vão resistir até o fim.


Luta Jurídica

Organizações e movimentos sociais comprometidos com o Direito à moradia estão lutando juridicamente para garantir os direitos dos moradores e proprietários do Edifício Mercúrio. De acordo com Benedito Barbosa, coordenador da Central dos Movimentos Populares (CMP), foram levantadas pelo menos três frentes de ação.

Uma ação civil pública foi proposta, explica o coordenador, pela Defensoria Pública, Fórum Centro Vivo, Centro Gaspar Garcia e União dos Movimentos de Moradia (UMM) para que as famílias tenham o atendimento habitacional efetivo por parte da prefeitura.

Há também uma representação no Ministério Público para que sejam apuradas as denúncias de uso irregular dos recursos de atendimento às famílias. ?Houve tratamento desigual no processo de retirada destas famílias. Algumas pessoas receberam atendimento e dinheiro, enquanto que outras até agora não conseguiram nada. Além disso, há denúncias de que pessoas que não moravam no prédio receberam recursos?, explica Barbosa. Uma terceira ação foi a abertura de um inquérito policial para investigação dos casos.

O coordenador informa ainda que a comissão de moradores do edifício protocolou ofício na Secretaria Municipal de Habitação para que todo o processo de desapropriação seja apurado e uma resolução será protocolada no Conselho Municipal de Habitação, com o objetivo de que todas as famílias sejam atendidas em habitação de interesse social.

São Vito

O mesmo tratamento foi dado pela prefeitura às pessoas que moravam no São Vito. A ex-moradora do prédio, Maria de Fátima Silva Santos, proprietária de um dos apartamentos do edifício disse que quando saiu do prédio recebeu da prefeitura uma ?carta demanda?, que garantiria sua volta ao prédio depois da reforma, que não aconteceu. ?Tenho escritura e registro de imóveis mas de nada me adianta. A reforma não foi feita e não há negociação com a prefeitura. Chegaram me oferecer R$ 10 mil, acabei aceitando, mas nem este valor eles me pagam?.

Maria de Fátima recebeu uma ajuda de R$ 300 por 30 meses. Depois a prefeitura acabou com o benefício e agora, por iniciativa do Ministério Pública, a prefeitura voltou com o pagamento. ?Não faço nada com este dinheiro?, afirma Maria de Fátima.

Outro drama que vive é que, por ter uma escritura em seu nome, não consegue se inscrever em nenhum programa de habitação popular. ?Dizem que já sou proprietária, mas na verdade não tenho nada?.


Invasão policial

A moradora do Mercúrio Claudiane Gomes denuncia que a vida das pessoas que moram no edifício transformou- se em um inferno desde que a prefeitura decidiu esvaziar o prédio, em dezembro. "Mais de uma vez acordamos com policiais dentro do prédio, aterrorizando todo mundo. Eles faziam ameaças, batiam nas portas dos apartamentos para que a gente deixasse o prédio", relata. Desde dezembro, os porteiros do prédio são funcionários a serviço do Estado. "Estamos sem paz, mas vamos até o fim neste processo", afirma Claudiane.

Não bastasse a presença dos policiais, assistentes sociais também visitaram o prédio para pressionar os moradores. O Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (Cress-SP) divulgou carta pública de repúdio a ação dos profissionais.

A Carta ressalta que a busca de uma sociedade justa, de acordo com a Constituição, só é possível de ser alcançada com o respeito às trajetórias dos atores sociais. "Diante dos conflitos que vêm tomando vulto no centro da capital de São Paulo, em especial em relação aos moradores dos edifícios São Vito e Mercúrio, é fundamental o esforço para que as negociações sejam feitas com o máximo de diálogo, considerando a desigualdade de forças entre o poder público e os moradores. A nossa Constituição Federal afirma a busca de uma sociedade justa, que somente é alcançável com racionalidade e respeito às trajetórias dos atores sociais, cabendo ao poder público atuar de modo a equilibrar a diferença entre tais forças, na perspectiva do alcance dos direitos dos mais vulneráveis".

Em outro trecho, a carta lembra que São Paulo tem todas as condições de tratar os conflitos sociais com respeito aos Direitos Humanos. "Reiteramos nosso entendimento de que São Paulo tem um papel fundamental por ser a metrópole mais rica da América Latina, tendo todas as condições de tratar os conflitos sociais com habilidade e respeito aos Direitos Humanos. Basta observarmos a história para entendermos que as chamadas favelas foram criadas pela expulsão gradativa da população, ficando as áreas nobres restritas a quem detém o poder econômico. A revitalização do centro somente faz jus ao nome quando de fato a vida é respeitada. A vida é valor humano inviolável e sua proteção exige a efetivação dos direitos fundamentais previstos na nossa Carta Magna".


Manifesto

Confira manifesto assinado por 29 organizações comprometidas com a luta contra o processo de ?limpeza social? em curso no centro de São Paulo:

MANIFESTO CONTRA AS DEMOLIÇÕES DO SÃO VITO E MERCÚRIO

Histórico

A Prefeitura de São Paulo ordenou a desocupação do Edifício Mercúrio: são 144 apartamentos, com 34 famílias ainda morando. O vizinho São Vito está desocupado desde 2004: são 624 apartamentos. Os dois edifícios juntos já abrigaram quase 800 famílias (mais de 2,4 mil pessoas), o mesmo número de moradias populares construídas pela Prefeitura na área central nos últimos 20 anos.

O projeto urbanístico da Prefeitura ainda prevê a desapropriação e demolição de outras construções de menor porte na mesma área, somando-se, no mínimo, mais 400 apartamentos.

O custo de demolição (por implosão) das quadras foi orçado pela Prefeitura em R$ 9.330.527,03 (base: janeiro 2008), equivalente a cerca de 165 novas unidades habitacionais, com impacto ambiental de 150 mil toneladas de entulho.

Da mesma maneira, a Prefeitura vem agindo na área que ela (re) denominou de "Nova Luz". Hoje, mais de três milhões de paulistanos vivem em aproximadamente 1,5 mil favelas e em mais de mil loteamentos irregulares, com infra-estrutura urbana precária, à espera de regularização, parte em áreas de mananciais, que coloca em risco o abastecimento de água do Município. O déficit habitacional na capital pode chegar a 1,5 milhões de moradias (cf. FGV).

O Centro de São Paulo

Se a cidade carece de infra-estrutura urbana e habitação, a região central possui uma grande oferta de serviços, equipamentos públicos, empregos e cerca de 40.000 unidades vazias, suficientes para residirem, no mínimo, 160 mil pessoas de pessoas. Há cerca de 600 mil pessoas que vivem em cortiços no anel central da cidade (FIPE, 1997), convivendo em espaços apertados e insalubres, em prédios velhos sem manutenção e com riscos de desabamento. Finalizando: há cerca de 15 mil pessoas que vivem em situação de rua, a maioria no Centro.

A pergunta

Por que, numa cidade parada no trânsito e cada vez mais dispersa em seu território, ocupando áreas de proteção de mananciais, com falta de habitação e de programas sociais que possam garantir um mínimo de qualidade de vida para as pessoas, a Prefeitura insiste em demolir edifícios como Mercúrio e São Vito, e erguer ali uma praça e um estacionamento?

A resposta

Porque priorizar obras viárias que proporcionam a decadência do Centro faz parte da história da formação de São Paulo. O Parque Dom Pedro II e seu entorno, incluindo o histórico destes dois edifícios, são uma prova disso.

É um modelo de desenvolvimento urbano que privilegia interesses imobiliários em detrimento das necessidades da maioria dos paulistanos; que gera deslocamento forçado daqueles que não conseguem pagar pela valorização, para lugares sempre mais afastados, de condições precárias de moradia, trabalho, educação, de uma vida digna.

É um modelo elitista e higienista de cidade, no qual os pobres são expulsos de seus lugares e excluídos de direitos que são de todos.

O desrespeito à lei

Segundo a Lei do Plano Diretor Estratégico do Município, parte da área se encontra em ZEIS ? Zona Especial de Interesse Social, ou seja, destinada à habitação de interesse social. Querer eliminar estes imóveis é desrespeitar a lei que tem como objetivos a requalificação dos prédios, a manutenção da moradia e diversidade do Centro: opção não só mais econômica para os cofres públicos, como mais sustentável e humana.

Nossa LUTA

PROTESTAMOS CONTRA A DEMOLIÇÃO dos edifícios São Vito e Mercúrio. Assim como Zé Celso, em defesa do Teatro Oficina, como a Aliança pela Vida, pelo fim da violência contra os moradores de rua, e várias outras lutas travadas no Centro, todas são ? a bem da verdade ? faces de uma mesma moeda.

DEFENDEMOS A REFORMA. Mais do que defender o direito à moradia nestes e em outros prédios, defendemos o direito do paulistano de permanecer e morar no Centro, próximo a escolas, hospitais, infra-estrutura e de seu emprego.

DEFENDEMOS O DIREITO À CIDADE!

São Paulo, janeiro de 2009

Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida, CA XI de Agosto, Central de Movimentos Populares Brasil, Centro de Acolhida Frei Galvão-Sefras, Centro de Mídia Independente- Coletivo SP, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Cia de Domínio Público da Cooperativa Paulista de Teatro, CEDISP?Comitê pela Educação e Democratização da Informática-SP, CEEP-Centro de Educação, Estudos e Pesquisa, Consab's-São Miguel Paulista/Itaim Paulista/Ermelino Matarazzo/Penha, Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo-Conselho de Leigos da Região Episcopal Ipiranga, Instituto Paulista de Juventude, Instituto São Paulo de Cidadania e Politica, Sociedade Defenda Mirandópolis, Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns-PUC/SP, Fórum Centro Vivo, Grupo de Assessoria para Ações Sustentáveis, Grupo Risco, Habitat Projeto e Implantação para o Desenv. do Meio Habitado e Urbano, Instituto Polis, Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos?FAUUSP, Marcha Mundial de Mulheres, Movimento de Moradia do Centro-MMC, Movimento Nacional da População de Rua-SP, Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Peabiru-Trabalhos Comunitários e Ambientais, Rede Popular de Estudantes de Direito-SP, Sempreviva Organização Feminista.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Curso de Férias

Dança Indiana - Curso de Férias
27/01 a 30/01
9 h às 10 h ou às 19:30 h às 20:30 h
Apresentação teórica sobre os diversos estilos de danças clássicas e folclóricas; aula prática de Bharatanatyam (dança clássica) e Kalbelia (dança folclórica do Rajastão) - Valor R$ 100,00 - Informações e inscrições: (11) 3228-2404 ou por e-mail cristiane@saphyra.com.br

Dança Cigana - Curso de Férias
26/01 a 30/01
15 h às 16:30 h
Apresentação teórica e mostra de vídeos; aula pratica: xale, leque, rumba, pandeiro, dança cigana de roda, castanholas - Valor R$ 120,00 - Informações e inscrições pelo tel. (11) 3228-2404 ou por e-mail cristiane@saphyra.com.br

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Jornal do Brás / TARDE DE CHÁ AMANHÃ


Wagner Wilson
www.bairrodopari.com
Cel : (0-xx-11)7335-9500

Em 27/01/2009 18:19, Portal Jornal do Brás   escreveu:


Este é um e-mail de 'Jornal do Brás'

Mensagem:
TARDE DE CHÁ AMANHÃ
28/01

SORTEIO DE BRINDES, GINCANAS, DEMONSTRAÇÕES DE PRODUTOS, SHOW MUSICAL

DAS 14H ÀS 19H
CLUBE SILVA TELES
RUA MAJOR MARCELINO, 112
ENTRADA GRÁTIS.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

São Paulo por Washington Olivetto


Wagner Wilson
www.bairrodopari.com
Cel : (0-xx-11)7335-9500

Em 02/01/2009 17:43, Santanarosy escreveu:

Olhem que maravilha de cidade.
SÃO PAULO
por Washington Olivetto
Alguns dos meus queridos amigos cariocas têm mania de achar São Paulo parecida com Nova York.
Discordo deles. Só acha São Paulo parecida com Nova York quem não conhece bem a cidade.
Ou melhor, quem a conhece superficialmente e imagina que São Paulo seja apenas uma imensa Rua Oscar Freire.
Na verdade, o grande fascínio de São Paulo é parecer-se com muitas cidades ao mesmo tempo e,
por isso mesmo, não se parecer com nenhuma.
São Paulo, entre muitas outras parecenças, se parece com Paris no Largo do Arouche, Salvador na
Estação do Brás, Tóquio na Liberdade, Roma ao lado do Teatro Municipal, Munique em Santo Amaro ,
Lisboa no Pari, com o Soho londrino na Vila Madalena e com a pernambucana Olinda na Freguesia do Ó.
São Paulo é um somatório de qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, festejos e tragédias. Tem hotéis de luxo,
como o Fasano, o Emiliano e o L'Hotel, mas também tem gente dormindo embaixo das pontes. Tem o deslumbrante
pôr-do-sol do Alto de Pinheiros e a exuberante vegetação da Cantareira, mas também tem o ar mais poluído do país.
Promove shows dos Rolling Stones e do U2, mas também promove acidentes como o da cratera do metrô
e o do avião da TAM em Congonhas.
São Paulo é sempre surpreendente. Um grupo de meia dúzia de paulistanos significa um italiano, um japonês,
um baiano, um chinês, um curitibano e um alemão.
São Paulo é realmente curiosa. Por exemplo: têm diversos grandes times de futebol, sendo que um deles
leva o nome da própria cidade e recebeu o apelido 'o mais querido'. Mas, na verdade, o maior e o mais
querido é o Corinthians, que tem nome inglês, fica perto da Portuguesa e foi fundado por italianos,
igualzinho ao seu inimigo de estimação, o Palmeiras.
São Paulo nasceu dos santos padres jesuítas, em 1554, mas chegou a 2007 tendo como celebridade o permissivo
Oscar Maroni, do afamado Bahamas.
São Paulo já foi chamada de 'o túmulo do samba' por Vinicius de Moraes, coisa que Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini
e Germano Mathias provaram não ser verdade, e, apesar da deselegância discreta de suas meninas, corretamente
constatada por Caetano Veloso, produziu chiques, como Dener Pamplona de Abreu e Gloria Kalil.
Em São Paulo se faz pizzas melhores que as de Nápoles, sushis melhores que os de Tóquio, lagareiras melhores
que as de Lisboa e pastéis de feira melhores que os de Paris, até porque em Paris não existem pastéis,
muito menos os de feira.
Em alguns momentos, São Paulo se acha o máximo, em outros um horror.

Nenhum lugar do planeta é tão maniqueísta.
São Paulo teve o bom senso de imitar os botequins cariocas, e agora são os cariocas que andam imitando
as suas imitações paulistanas.
São Paulo teve o mau senso de ser a primeira cidade brasileira a importar a CowParade, uma colonizada e
pavorosa manifestação de subarte urbana, e agora o Rio faz o mesmo.
São Paulo se poluiu visualmente com a CowParade, mas se despoluiu com o Projeto Cidade Limpa.
Agora tem de começar urgentemente a despoluir o Tietê para valer, coisa que os ingleses já provaram ser
perfeitamente possível com o Tâmisa.
Mesmo despoluindo o Tietê, mantendo a cidade limpa, purificando o ar, organizando o mobiliário urbano,
regulamentando os projetos arquitetônicos, diminuindo as invasões sonoras e melhorando o tráfego,
São Paulo jamais será uma cidade belíssima.
Porque a beleza de São Paulo não é fruto da mamãe natureza, é fruto do trabalho do homem.
Reside, principalmente, nas inúmeras oportunidades que a cidade oferece, no clima de excitação permanente,
na mescla de raças e classes sociais.
São Paulo é a cidade em que a democratização da beleza, fenômeno gerado pela miscigenação, melhor se
manifesta.
São Paulo é uma cidade em que o corpo e as mãos do homem trabalharam direitinho, coisa que se reconhece
observando as meninas que circulam pelas ruas.
E se confirma analisando obras como o Pátio do Colégio (local de fundação da cidade), a Estação da Luz
(onde hoje fica o Museu da Língua Portuguesa), o Mosteiro de São Bento, a Oca, no Parque do Ibirapuera,
o Terraço Itália, a Avenida Paulista, o Sesc Pompéia, o palacete Vila Penteado, o Masp, o Memorial da América
Latina, a Santa Casa de Misericórdia, a Pinacoteca e mais uma infinidade de lugares desta cidade que não
pode parar, até porque tem mais carros do que estacionamentos.
São Paulo não é geograficamente linda, não tem mares azuis, areias brancas nem montanhas recortadas.
Nossa surfista mais famosa é a Bruna, e nossos alpinistas, na maioria, são sociais.
Mas, mesmo se levarmos o julgamento para o quesito das belezas naturais, São Paulo se dá mundialmente
muito bem por uma razão tecnicamente comprovada.

Entre as maiores cidades do mundo, como Tóquio, Nova York e Cidade do México, em matéria de
proximidade da beleza, São Paulo é, disparado, a melhor.
Porque é a única que fica a apenas 45 minutos de vôo do Rio de Janeiro. O mais importante é que com essa
distância nenhuma bala perdida pode alcançar São Paulo!
(Washington Olivetto é paulista, paulistano e publicitário).
Feliz ano novo.
Muitas felicidades.
Rosimeire Santana
011 9630-9393