madre mariaMadre Maria de Lourdes de Santa Rosa, no século Maria Giovanna Laselva.

Rumo aos altares

14/08/2009

  • A cidade de São Paulo logo terá outra santa , Madre Maria de Lourdes de Santa Rosa, no século Maria Giovanna Laselva.

    De fato, aos 12 de março 2009, na capela do Mosteiro da Imaculada Conceição, em Guaratinguetá, SP, fundado por ela e onde estão sepultados seus restos mortais, Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, deu início solenemente ao processo de canonização da Serva de Deus.

    Atendendo ao pedido do Padre Riccardo Petroni, Postulador junto à Santa Sé, nomeou os membros do Tribunal Eclesiástico e os da Comissão de peritos em Historia, para ouvir as testemunhas e juntar os documentos necessários para dar continuidade ao processo de Canonização da Serva de Deus. Além dos membros dessas comissões, o processo está sendo acompanhado pelo Frei Paolo Lombardo e pela Irmã Célia Cadorin.

    Esta última foi responsável pelo processo de canonização de Santa Paulina e de Frei Galvão.

    Maria Giovanna nasceu em Polignano a Maré, Bari, Itália, no dia 26 de outubro de 1910. Com apenas dois meses de idade, chegou a São Paulo com seus pais, Vito Giuseppe Laselva e Rosa L'Abbate Laselva. Morou no Pari e estudou no Belenzinho, no Educandário Nossa Senhora Auxiliadora. Sob a direção de Frei Luig, da paróquia Santo Antônio do Pari, fez parte das Filhas de Maria daquela paróquia e sentiu-se chamada a consagrar-se inteiramente a Deus.

    No dia 11 de fevereiro de 1931, festa de Nossa Senhora de Lourdes, acompanhada por sua mãe entrou no Mosteiro da Luz, em São Paulo. Fez sua profissão religiosa com o nome de Sóror Maria de Lourdes de Santa Rosa.

    Logo se distinguiu por sua humildade e piedade. Alguns anos mais tarde, seguiu com um grupo de freiras para Guaratinguetá , cidade natal de seu santo fundador, Frei Galvão . Já abadessa do Mosteiro, após anos de trabalho e sacrifícios, conseguiu edificar o atual Mosteiro.

    A Serva de Deus foi administradora e superiora dedicada e prudente do Mosteiro por 24 anos.

    Passou toda a sua vida voluntariamente enclausurada, rezando, trabalhando e sacrificando-se pelas almas a ela confiadas e pela conversão dos pecadores. Ofereceu-se como vítima do amor divino, aceitando com fé e amor os sofrimentos físicos e morais. Suas últimas palavras forma: "Pedi a Jesus para sofrer pela salvação das almas". Faleceu às 23 horas do dia 19 de novembro de 1974, na capital paulista, no Hospital São Paulo. Foram 43 anos de fidelidade à vida religiosa contemplativa no silêncio e na oblação amorosa.

    Muitas graças  e favores são obtidos por seu intermédio, cumprindo-se o que ela disse um dia: "No céu, quero continuar fazendo o bem sobre a terra".

    Deus, a quem ela serviu com tanta dedicação e a quem glorificou durante sua passagem terrena, há de lhe dar as honras dos altares e, assim, teremos mais um grande exemplo para seguir e uma nova protetora no céu.
    * Fonte: Católica Net

    Transcrito do jornal da Paróquia de Santo Antonio – Patos – PB