procissao

Velho Pari,que saudades, da minha infância eu era feliz e sabia,quem não se lembra do Sr. que passava pela R.Rio Bonito,tocando um rebanho de cabras e ovelhas vendendo leite,para quem quisesse,não se lembra também, do Pessoal do Dragão,Montreal,Estrela ,Luzitano ,Flôr do Pari,Portuguesinha e Serra Morena,times aos quais sempre ia ver os jogos,que beleza ,tempos bons que não voltam mais porém sempre estarão vivos em minha memória.Época tambem em que me lembro do meu nono sentado na janela do porão da sua casa pitando o seu velho cachimbo e era conhecido por todo o pessoal do bairro,assim como minha nona Tereza, e meus queridos tios e tias.Que saudades do tempos em que as vezes à tarde eu ajudava junto com minha mãe a minha nona fazer linguiça.Coisas pequenas que marcam na nossa retina a pureza da nossa infância,um abraço pessoal do Camilinho

Esse texto  do Camillo é muito bonito, fala de um tempo que foi meu tambem. Lembro perfeitamente do seu " nonno" e da sua " nonna" da. Tereza, pois ela fazia compras na

venda do meu pai, o "seu" Jayme. Lembro dos tios e tias do Camillo, dos seus pais.

O bairro do Pari e em especial a rua Rio Bonito era como se fosse, uma só família, todo

mundo se dava bem, não é saudosismo, quem viveu viu.

Para ilustrar esse texto do Camillo, coloco uma foto da nossa ex-vizinha Tony Mari Infante,

claro com a sua devida permissão , como dizia, uma foto maravilhosa, creio que da década de

60, uma Procissão possivelmente de São Pedro, que na época era à tarde, pois o dia do santo

que foi o Primeiro Papa , era feriado, tirado do calendário pelo Presidente Mal. Humberto

de Allencar Castelo Branco, assim como outros feriados religiosos.

Como dizia, a Procissão foi fotografada no exato momento em que passava em frente à casa

da esquerda, que é a que fala o Camillo, onde seu "nonno"ficava sentado. A casa do lado morava

a da. Umbelina, que inclusive está à janela. Mais à direita está a Padaria Brasil , da família

Tempone.

Digo que é a Procissão de São Pedro, porque ela fazia este itinerário, a foto é em preto e branco,

mais acredito que a bandeira que é empunhada com orgulho por uma senhora seja verde

e branco e é assim a bandeira da  Sociedade Beneficente S. Pedro do Pary. Outro indício é que havia o costume

do pessoal do  S. Pedro do Pari, de levar todas as imagens que havia lá na Capela à

Procissão. Por exemplo, nesta foto da Tony, nós vemos à frente S. João Batista , logo

atrás vemos a do Sagrado Coração de Jesus, tendo o andor carregado de maneira revezada

pelas senhoras da Irmandade do Coração de Jesus. Uma curiosidade era contada pelos anti-

gos , a de que quando ameaçava chover, colocavam a imagem de S. Benedito bem

na frente das procissões e isto é lá com a crença do povo, não chovia até que o cortejo

se recolhesse. Esta crença é explicada porque S. Benedito , santo com enorme número de devotos,  assim como Santa Bárbara, Sta.

Clara , S. Jerônimo e S. José tem influência junto aos fenômenos da Natureza, assim dizia o pessoal .

Enfim, sejam tradições , sejam lendas , sejam mitos, são    histórias do Pari.

JAYME ANTONIO RAMOS