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Fwd: [New post] Estádio do Canindé aniversariou ontem .

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: "Histórias do Pari" <donotreply@wordpress.com>
Data: 10 de janeiro de 2012 23:40
Assunto: [New post] Estádio do Canindé aniversariou ontem .
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Estádio do Canindé aniversariou ontem .

by historiasdopari
Jayme,
boa noite!
Segue material para o blog sobre os 40 anos do Canindé, completados ontem.
Abraços,
Everton
Assunto: 40 anos do Estádio do Canindé
Para:
Caros amigos,
Segue algumas fotos e um pequeno histórico de nosso querido Canindé, que amanhã irá completar 40 anos de inauguração.  O estádio Dr Oswaldo Teixeira Duarte foi inaugurado em 09 de janeiro de 1972, após muitos esforços da colônia lusa e do presidente da Portuguesa, Oswaldo Teixeira Duarte, que com brilhantismo e ousadia, ergueram em um local que era um pântano, um estádio de futebol e a sede social de um dos maiores clubes de futebol do país.
Abraços
Everton Calício
Diretor do Museu Histórico "Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho" da Associação Portuguesa de Desportos
 Inauguração do estádio de madeira em 1956.Construção do Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte.Estádio da Ilha da Madeira, pois era um estádio de madeira e que por ser cercado de água por todos os lados era uma ilha.
No jogo de inauguração do estádio , a Portuguesa pediu ao Corinthians o Rivelino .
A Portuguesa perdeu  por 3 bolas a uma para o Benfica de Lisboa.
COLUNA MEMÓRIAS DA TERRA DA GAROA

Canindé, local de clubes e esportes
PARTE II

Após ser vendido, o Canindé se tornaria a partir do ano de 1956 uma casa portuguesa. Logo, quando se apossou do local a diretoria lusa sabia das dificuldades que teria devido a geografia do terreno. Como dissemos na coluna anterior, o Canindé era uma espécie de ilha, rodeadas de lagoas com o rio Tietê passando ao lado norte do clube.
Uma das primeiras providências lusitanas no sentido de minimizar esta situação que fazia com que o acesso ao local fosse precário foi buscar apoio ao poder público municipal no intuito de obter ajuda para aterrar as lagoas do Canindé. Wladimir de Toledo Pizza, na época, o então prefeito da capital, logo tratou de ajudar o clube rubro verde e mandou que as terras que saíram da Avenida Celso Garcia após seu asfaltamento fossem enviadas para aterrar as lagoas do Canindé. E assim, as antigas lagoas, que nos anos 1930 tinham servido como porto de areia desapareceriam para sempre no tempo, não nas lembranças dos mais antigos.
Depois de fazer algumas adaptações no campo que existia no local e que  era usado como centro de treinamentos pelo São Paulo, a Lusa também estruturou o Canindé para que pudesse receber mando de jogos do campeonato paulista de futebol, para isto foi levantado alambrados em volta do campo e instalação de arquibancadas feitas de madeira, ressaltando ainda mais o apelido que o local teria: Ilha da Madeira.
As festividades oficiais para a inauguração do novo estádio paulistano ocorreriam no mês de novembro de 1956. Era o dia onze quando a Lusa recebeu o combinado de São Paulo/Palmeiras. A Portuguesa acabou vencendo a partida por 3 a 2 e coube a Nelsinho, jogador do São Paulo a marcar o primeiro gol no Canindé.
Após a inauguração do Canindé, os lusos não se deixavam por satisfeito e assim o parque aquático do clube foi nascendo, primeiro com uma piscina semi-olímpica, depois uma recreativa e assim por diante. A população do bairro enxergava no clube luso-brasileiro um grande empreendimento que a região acabava de ganhar, logo, a história iria demonstrar isto, pois, um ano após a inauguração do novo estádio, o presidente de Portugal, Craveiro Lopes, em visita a capital paulista esteve na Portuguesa e comprova o desenvolvimento de suas instalações.
Com a euforia da nova sede, o presidente da Lusa na época, Luiz Portes Monteiro chega a dizer que "O clube está acima de qualquer partida de futebol". De fato, a Lusa do início da década de 1960 não tinha uma grande equipe, mas seu patrimônio não parava de se valorizar. Em setembro de 1960 a Lusa podia dizer: O Canindé é rubro-verde; finalmente é paga a última parcela da compra do terreno do clube.
Recebendo partidas oficiais da Lusa em campeonatos de futebol, o Canindé manteve seu aspecto original a lá "Ilha da Madeira" até 1962, quando se iniciou a demolição das arquibancadas de madeira.
Enquanto isto, a diretoria do clube assinava um contrato com o renomado arquiteto modernista J. Villanova Artigas para o projeto do estádio de futebol e do parque aquático do clube.
Para ajudar na empreitada do projeto do novo estádio a Lusa lança no mesmo ano os carnes de aquisição de títulos patrimoniais com a empresa Santa Paula/Melhoramentos, porém, devido a problemas na prestação de contas, o projeto revelou-se um fiasco. Dos desenhos e concepções projetados sob a batuta de Villanova Artigas, o único que vingou foi às arquibancadas e a torre de plataformas de saltos do parque aquático, que permanecem de pé até hoje.
A partir daí mesmo com grandes contratempos a Lusa iria atrás de seu grande sonho: o estádio de futebol.
Contaremos esta saga no próximo número.



Everton Calício, 25 anos é securitário, pesquisador e memorialista sobre as Indústrias Matarazzo e a Família Matarazzo no Brasil. Participa também como colaborador do Museu Histórico "Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho" da Associação Portuguesa de Desportos.

COLUNA MEMÓRIAS DA TERRA DA GAROA




Everton Calício, 25 anos é securitário, pesquisador e memorialista sobre as Indústrias Matarazzo e a Família Matarazzo no Brasil. Participa também como colaborador do Museu Histórico "Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho" da Associação Portuguesa de Desportos.

Twitter: @calicio
COLUNA MEMÓRIAS DA TERRA DA GAROA
Canindé, local de clubes e esportes
PARTE III
No número anterior de Memórias da terra da garoa contamos as primeiras iniciativas de financiar o projeto de construção do estádio do Canindé que datavam de 1962 e se mostraram frustrados. Depois desta primeira tentativa e com o caixa magro, a diretoria da Lusa paralisa por um certo tempo o projeto do estádio retornando a ideia em 1967.
A campanha de títulos especiais "Cruz de Aviz", que tinha a finalidade de angariar fundos para a construção do complexo esportivo do Canindé era posta em prática. Após mais uma campanha frustrante e outras tentativas na busca de recursos para o início das obras, o então presidente da Portuguesa, Manuel Marque M. Gregório convida uma grande figura lusitana para ajudar na campanha.
Oswaldo Teixeira Duarte, o nome que batiza o estádio da Lusa, era na época procurador aposentado da Prefeitura de São Paulo e tinha sido fundador da Unisa (Universidade de Santo Amaro), apresentaria a diretoria da Rubro Verde uma nova campanha, que desta vez daria certo: "Jubileu de Ouro". A campanha visava angariar empréstimos junto a associados do clube e simpatizantes no valor de NCr$ 10 (dez cruzeiros novos), durante dois anos. Estratégia de sucesso, comprovaria mais tarde a história lusitana, pois tamanha era a euforia e ansiedade em ver erguido a verdadeira casa portuguesa.
Em 22 de abril de 1969 as  plantas do novo estádio foram apresentadas tendo , tendo o arquiteto Hoover Américo Sampaio assumido os trabalhos. Hoover, professor do Mackenzie foi convidado por um diretor da Lusa para desenhar o novo estádio e não fez feio; seu projeto, com suas arcadas modernistas é até hoje fruto de estudo de diversos estudantes de arquitetura.
Devido a grande popularidade que obteve na liderança da construção do estádio, Oswaldo T. Duarte é alçado em 1970 a presidência do clube e persegue até o fim o sonho que tinha desde criança, erguer o estádio do clube do coração. Após alguns contratempos como a falência da construtora responsável pela obra, finalmente  o estádio de futebol, cujo nome inicial seria Independência, é inaugurado em 09 de janeiro de 1972, com um amistoso contra o Benfica de Portugal. A partida, terminada em 3 a 1 para o Benfica não foi terminada devido a fortes chuvas que caíram sobre o estádio.
A série de três jogos na inauguração do estádio ainda contou com Rivelino, atacante do Corinthians, jogando pela Lusa  no jogo contra o Zoljeznicar,  da Iuguslávia. Na ocasião a Lusa venceu por 2 x 0 com direito a um gol de Rivelino.
Uma bonita história que aconteceu na construção do estádio foi a dos pregos, aonde três diretores com idade avançada do departamento de patrimônio passavam o dia pelas obras do estádio e perceberam o desperdício na utilização de pregos na concretagem das arquibancadas. Estes três senhores (Antônio Augusto, Serafim Brito e Abílio Augusto) recolhiam os pregos tortos pelo uso e levavam para suas casas onde o desentortavam e levavam na manhã seguinte para novamente ser usados.
A partir do ano de 1973 começava-se as obras do anel superior do estádio, aonde se instalaria as cadeiras numeradas e as tribunas de imprensa e de conselheiros. Sua inauguração ainda que de modo incompleto, já que o Canindé não está terminado se deu em 1981 quando em 11 de janeiro foram inaugurados os refletores do estádio com o Torneio Internacional do Canindé, com a participação de Corinthians, Fluminense e  Sporting(POR). A Lusa acabou levando o torneio.
Hoje com capacidade para cerca de 25 mil pessoas é o estádio considerado mais bem localizado da cidade e o mais querido, devido a em todos os locais da arena ter uma boa visão do campo.
Everton Calício, 25 anos é securitário, pesquisador e memorialista sobre as Indústrias Matarazzo e a Família Matarazzo no Brasil. Participa também como colaborador do Museu Histórico "Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho" da Associação Portuguesa de Desportos.


historiasdopari | Janeiro 10, 2012 at 10:40 pm | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/pIYGg-1m9
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