Somos o que conseguimos ser e não o que queremos ser

Antigamente, quando crianças, cabeça não oca, mas quase vazia ainda, dizíamos que queríamos ser isso ou aquilo.
Tínhamos vários ídolos: um médico conhecido, qualquer advogado que usasse terno e gravata, algum artista de cinema e outros. Pensávamos isso, idealizávamos aquilo e assim era naquele tempo. Hoje as coisas são outras, até fatos mudaram, mesmo assim nos resta uma esperança de sermos o que queremos ser, mas...
 Nem digo muitas vezes, mas sempre ou quase, não conseguimos ser na vida aquilo que, realmente pretendemos, mas somos aquilo que conseguimos ser e, muitas vezes, com muito esforço e sacrifício e, por vezes, ainda agradecemos. Uma contradição: agradecermos por uma coisa que não queríamos ser ou ter, mas é a vida.
Digamos que adoraria ser médico e consigo chegar lá. Formei-me, sou médico e estou exercendo a profissão. Depois de certo tempo, sinto que não é exatamente isso o que eu queria. Então tentarei ser outra coisa, mas até ai já foi um enorme tempo, não perdido, mas despendido em algo que não queria. Finalizando, somos aquilo que conseguimos ser, nunca o que queremos.