Enfim, dia 2 de fevereiro de 2014. Quantos de nós não sonhamos com este dia? Dia em que nossa comunidade celebra seu primeiro centenário.

É um privilégio podermos viver este dia, este momento histórico para todos nós.

Ao longo do tríduo, realizado nesta semana, pudemos conhecer e relembrar tantos momentos vividos por aqueles que nos precederam. Tivemos a imensa alegria de ter o Frei Agostinho, tão querido por todos nós, como pregador do tríduo.

E que imensa responsabilidade nós carregamos. No passado, com poucos recursos, com pouca infraestrutura, nossa comunidade conseguiu um feito imenso, constituir neste bairro, "inculto e quase inabitado", como afirma o livro de crônicas da época, uma comunidade viva, ativa. Uma comunidade que não se cansou. Podemos imaginar o trabalho para construir esta igreja. A história nos conta que até as crianças ajudavam a carregar o material para a construção. E em 1924 nossa paróquia estava pronta e entregue para a comunidade, que em sua criação celebrava em uma pequena casa, na esquina da rua Muller com a Maria Marcolina e em 1914 mesmo, no dia 3 de maio, recebeu aqui, neste terreno, a pedra fundamental desta matriz.

Nós sabemos que este templo é importante, mas não é fundamental.

Em um passado não muito distante, no dia 14 de junho de 2006, um grande incêndio destruiu parcialmente nossa igreja. Como dizíamos na época, o fogo consome os bens, não os sonhos.

Muitos duvidavam que iríamos conseguir reconstruir a paróquia. Passamos por quatro párocos desde então: Frei Cid Passos, que está presente, Frei Gilberto Piscitelli, Frei Gilmar José e agora, o Frei Adriano Freixo. Agradecemos pelo empenho e dedicação de cada um no que diz respeito à reconstrução de nosso templo. Aos poucos fomos recuperando a beleza de nossa casa. Mas isso não é suficiente. O templo foi recuperado, nosso sinal visível de comunidade está aqui, pronto, digno. E o nosso coração, o  corpo místico de Cristo, como nos falou Dom Tarcísio, nosso templo espiritual? Como estamos enquanto comunidade?

O que nos fez alcançar este feito foi a nossa união. Reconstruir esta paróquia só foi possível graças ao empenho de cada um, que juntos, formaram novamente uma grande e ativa comunidade. E é isso que precisamos recuperar. Muitos se queixam do cansaço, da falta de pessoas, das mudanças ocorridas no bairro. Mas esta é nossa realidade e nós formamos esta comunidade. Nós temos esta responsabilidade de dar continuidade ao trabalho de tantos e tantas que nos precederam.

Relembrando as palavras de Frei Adriano na missa de hoje de manhã, lembramos do passado com gratidão, mas queremos construir o futuro.

Como disse o Frei Agostinho na tarde de ontem, o que nós faremos amanhã, dia 3 de fevereiro, o primeiro dia rumo ao 2° centenário de nossa paróquia?

A fraternidade franciscana, que muito nos ajuda e nos inspira, pode contar com nosso apoio e nosso trabalho. Juntos chegamos até aqui e juntos continuaremos neste caminho.

Que São Francisco e Santo Antônio nos ajudem a sermos um Evangelho Vivo neste bairro, e que possamos testemunhar com nossas vidas o motivo de estarmos aqui e formarmos a comunidade da Paróquia Santo Antônio do Pari.

Saudação da Jornalista Érika Augusto na Comemoração do Centenário de nossa Paróquia, que levou muitas pessoas às lágrimas em vários momentos.