O Pari de ontem , de hoje e de sempre  de Fernando Rebelo retratado por suas lentes mágicas.

A sua câmera retratou em 2007 , um homem que veio da Suiça há muitos anos. Veio como Técnico

que era em motores e após o contrato na empresa , resolveu radicar-se em São Paulo.

Um belo dia adquiriu um bar situado no Pari.

Desse dia em diante, após ter bebido a água do bairro, proveniente da represa da Cantareira, nunca mais

nos deixou, quer dizer, sim e não, nos deixou fisicamente pois mesmo tendo falecido, há poucos anos,

temos a impressão de sentir a sua presença naquela pracinha que a antiga Regional da Sé construiu 

para o seu estabelecimento, a pedido do também saudoso Laudo Paroni, pariense da mais pura cepa. O bar existiu

durante vários anos , ia bem, mas impedido pelo seu estado de saúde , sempre piorando após um grave acidente

automobilístico, teve que encerrar suas atividades.

Nesse momento , Hans Peter Braun, era esse seu nome , conheceu uma mulher , que podemos chamá-la de anjo.

Nome de lugar santo , Lourdes, deu à vida de Hans um novo alento, uma nova luz.

Ambos adquiriram a tradicional banca de jornais que foi fundada em 1954, pelo Alfredo Moreira deu um trato especial

à mesma e ele se recuperou , era um outro homem .

Os dias foram passando e ambos na luta , sendo que a esposa ainda trabalhava no Hospital  Nossa Senhora do Pari.

Mas, muitos anos depois ,uma tarde ,após breve internação motivada por problemas circulatórios , Suiço , como era conhecido, faleceu.

Mas as lentes do Fernando Rebelo hoje nos trazem essa querida figura do Hans e o nosso pensamento vai fazendo 

uma viagem no tempo , os bate- papos , com o seu sotaque " alemon ", era sua língua natal, seus pensamentos e suas 

opiniões , as quais defendia com firmeza , sem ser rude , mas com firmeza.

Sem falarmos nas histórias que contava , na sua quase ida à Africa do Sul , impedida porque um seu amigo suiço , foi 

preso num hotel com uma moça sul africana negra, era o desumano regime do apartheid e ele optou por vir ao Brasil, que 

era segunda opção da empresa em que trabalhava. 

Nos falava de suas possantes motos na Suiça, da pneumonia que pegou por andar muito com esse veículo naquele clima frio e outros fatos, alguns chegavam ao incrível.

Acho que agora posso falar , uma vez , cheio de dedos e olhando para todos os lados , para cima , dentro da gaveta , dentro dos jornais, ele me segredou acerca do seu parentesco distante de Eva Braun, esposa de Adolph Hitler.

Sabe-se lá.

Mas aí está , aos que o conheceram , a bela foto que Fernando Rebelo fez do Hans "Suiço" Peter Braun em sua banca da 

Rio Bonito com Dr. Pacheco E Silva, no nosso querido bairro doce de São Paulo.

hans