O tema é a feira livre do Pari. Não sei desde quando, mas para mim"sempre" existiu. Lembro bem quando surgiu a feira da terça-feira , luta do Sr Arnaldo Rodrigues. Sr Arnaldo? Não ! O Nardo, homem de bem, que a todos tratava com respeito e carinho. Bem humorado e sempre disponível para ajudar a quem precisssse. Eu era menino de meus 5 anos e o Nardo fazia parte do círculo de pessoas que guardo com carinho. Quando via brincando na calçada , passava e dizia : " ó pé de chinelo!" E daca risada. Eu entendia era que às vezes a gente andava de sandálias de dedo. E também ria: - oi Nardo. Tudo bom!? E ele : - graças a Deus! Seu Jayme do armazém, meu pai , gostava dele. A feira de terça-feira resiste até hoje, superou tentativas de acabarem com ela, e o Nardo.... O Nardo mora no coração de todos que o conheceram. Um bom homem , que Deus levou para Sua Presença quando Nardo teve seu último ato de solidariedade em vida. Estava feliz, ia ser papai e por certo diria ao menino que nasceu" ó pé de chinelo!".

Sr João , barraca da cebola e alho. No Pari há muito anos, trabalhou numa transportadora até decidir ser um empreendedor: fez acordo , pegou o FGTS , pagou seu aluguel , foi a feira pediu uma caixa de madeira , uma bandeja de papelão e começou a vender alguns produtos de plástico e cremes para o rosto. Logo passou a vender temperos , salsa e com anos de árduo trabalho, típico dos feirantes , desde as madrugadas de terça a Domingo,consegui sua própria banca, criou os filhos que hoje também trabalham no Pari. História de luta e vitórias de um homem de fé e trabalho. Um exemplo!

Na feira de sábado no Pari é assim: um desfile de personagens anônimos e outros que brilham ou já brilharam no palco da vida em suas atividades. Assim conheci , neste sábado, Chester , jogador da Lusa no início da década de 60. Era médio volante do grande time que apresentava o Tri campeão mundial Felix, Ditão, Pampolini, Ivair, Jair, Silvio, Silva, entre outros! Jogo limpo desarmando e armando com categoria. Continua no Pari e foi com seu neto a nossa feira de Sábado.
 O milagre da vida.
JAIRO VICTOR RAMOS