MEUUU ! SÃO PAULO, 459 ANOS E AINDA MÓ GATONA, MANO !

Jayme Antonio Ramos

PARI É  SANPAULU, XARÁ  !!!

Hoje, 25 de Janeiro, como muitos sabem é o Aniversário da nossa querida São Paulo, a cidade que abriga a República do Pari ( expressão criada pelo já falecido Jornalista Ramão Gomes Portão, amigo do pelo também já falecido Jornalista pariense Laudo José Paroni ).

Amigos, desculpem o texto é longo, mas por mais que eu queira  não sei expressar em poucas palavras, como é grande o meu amor por você ( Roberto ),  Sampa. Leiam , tenham paciência ,sou um paulistano inveterado, nasci no Brás e com dois dias de vida fui para  o Pari e haja , como diziam os napolitanos que lá habitavam, " chiachera" ( assunto ).

São Paulo, já cantada em verso e prosa.

Conspurcada por pessoas egoístas e más , que a emporcalham e outras que a deixam ser emporcalhada.

Que a violentam e outras que a deixam ser violentada.

Que a inundam e a deixam ser inundada.

Que a invadem e a deixam ser invadida.

Que a poluem e a deixam ser poluída.

Que a congestionam e a deixam ser congestionada.

E São Paulo segue gigante , altaneiro, sempre conduzindo e nunca conduzido, conforme o lema de seu belo brasão , Sempre Conduzindo, Nunca Conduzido em Latim NON DVCOR  DVCO.

Opa, S. Paulo, ela e S. Paulo , ele?

Sim , S. Paulo é dos dois gêneros, ou três, ou quatro, ou cinco, S. Paulo, os ama a todos.

Eh ! Eh ! S.Paulo da garôa, S. Paulo que terra boa , disseram Alvarenga e Ranchinho na sua sabedoria caipira.

Saudosa maloca, maloca querida do Adoniram João Rubinato Barbosa, que os móquenses  Demonios da Garoa  eternizaram.

Da grana que ergue e destrói coisas belas  do Caetano.

Cheguei no Paraíso no último vagão da meia – noite, pensei: onde vai o vagão depois de fechadas as portas, pensaram o Peri , o rafael e o João.

Prá chegar no centro, eu gasto mais de 15 paus, reclamou o Kiko.

O baiano Tom Zé fala que São , São Paulo é o seu amor.

Lulina fala para colar na balada de sexta, mó legal, meu …

O  Dr. Vanzolini , ronda a cidade a procurar sem achar e se tivesse que chorar, chorava no meio da rua , depois levanta , sacode a poeira e dá a volta por cima, como bom paulistano que é.

O Billy , compôs o famoso : Vombora, vombora, tá na hora , vombora, fazendo o pessoal se apressar e ir à escola e ao trabalho sem atrasos, pela Jovem Pan.

Rita Lee, segundo o Caetano , a nossa mais completa tradução, numa música, com o Roberto de Carvalho, diz que enchem a cara e pixam a parede e às vezes cutucam os próprios conterrâneos.

Guilherme Arantes chama a cidade de paranóica e diz que mesmo assim a ama.

Lauro Miller elogia vários bairros paulistanos.

Os grandes compositores Filhinho e Thalma diziam na época do Ford bigode que o vovó agrra a direção para levar as mocinhas a dançar na avenida São João.

OLuiz Carlos e o Chiquinho viram uma menina linda no lado direito da rua Direita , a perderam de vista no movimento imenso da rua. E até hojeem cada que menina que passa , para o rosto eles olham , se enganam pensando que fosse ela.

O Jorginho do Império Serrano diz que o Rio inspira poesia , mas S. Paulo inspira amor.

Paulo Florence e Fagundes Varella conclamaram : " Voa ao combate ! repetindo atento: Morrer mil vezes, que viver escravos ! "

Izabel carinhosamente declamou: Quanto mais velha ficca, mais elegante e bonita.

Kazinho bem antes da novela Passione já cantava o Jardim América.

Zica Bérgami escreveu e Inezita Barroso cantou  quantas saudades o lampião de gás lhes trazia.

Até hoje eu não sei se o Juca da Moóca e o Juca do Braz  é o mesmo rapaz, cm a palavra o Haroldo e Romeu.

O Cido e o Sérgio falam que na cordilheira da Paulista o relógio do Itau lhes diz que estão a 15 segundos de serem felizes.

O Paulo fala de um presidiário que tinha saudades do luar de Vila Sônia.

P Marino e seu filho o dr. Marino Júnior falvam da Rapaziada do Brás e o sr. Moacyr Braga da Rapaziada do Pary.

David Nasser compôs e o Nelson Gonçalves , paulistano por adoção cantou:"Eu amo S. Paulo,

Do Corinthians tradição,

Do Palmeiras, coração,

Do futebol brasileiro,

Eu amo o S. Paulo,

Cada jogo é uma lição,

No Brasil e no estrangeiro.

Victor e Liz cantaram um belo samba sobre o fim do tormento no trânsito da época, as porteiras do Brás e diziam sobre elas " Já vai embora e

Já vai tarde demais."

Mário Zan e J. M. Alves fizeram um Hino ao IV Centenário paulistano dizendo :

Foi em ti, Ó meu S. Paulo,

Que o Brasil se libertou,

O teu IV Centenário ,

Festejamor com amor.

O Hervê Cordovil e seu filho Ronnie Cord entraram na rua Augusta a 120 por hora,

tiraram  a turma toda do passeio p´ra fora e

eles não tinham medo porque eram da gangue do Alfredo.

O Thomas e o Luiz diziam que só quem não te conhece, sabe do seu real valor.

Tonico, Tinoco e Trajano compuseram:

" Como o tempo passa ,

Como o tempo voa ,

Neste meu S. Paulo da garôa.

Será que a propaganda plagiou ou foi inspiração?

O Avaré exclamou:

S. Paulo, ó meu S. Paulo!

S. Paulo Quatrocentão,

S. Paulo ó meu S. Paulo,

Você é o meu torrão!

Romeu valseou, meu S. Paulo, meu S. Paulo querido.

O Geraldo Nunes do S. Paulo de todos os tempos escreveu que O povo de S. paulo é muito hospitaleiro.

A cariquíssima Leci Brandão com o Zé Maurício comentaram sobre pagode e compuseram que tem pagode na V.Izabel, Na Vila da Penha e em Padre Miguel,

Mas que tambem tem na Praça da Sé, no Tatuapé,a na Librdade

e em Acaraí e no PARI.

O Jorge e o Zé da Glória falaram sobre a Maria Espingardina d Conceição que mora num barracão d Vila Carrão.

O Gordurinha e o José vieram a S. Pauloi do Rio e não se deram bem com o frio.

O Miguel Ângelo e o Oswaldo Cruz procuraram a Maria na Moóca , não encontraram e a a charam no Parque da Moóca.

O Zairo e o Palmeira criaram o Baile da Saudade e o Petrônio divulgou com espartilho, bengala e palheta, dentro do bondinh de cem réis.

O Gudin e o costa cantaram que a Paulista exilou os  seus casarões .

O Dias , o Bruno e o Ayrton cantaram que ser paulistano é ter quatrocentos anos, de lutas e glórias no sangue a ferver.

é também ser generoso

Diligente e operoso e ser o

Último a esmorecer.

O Zulmiro e o Filisbino arranjaram uma briga na Av.S. João, vieram correndo num " tropé"

passaram fugindo pelo Brás e Tatuapé

Fugiram por vários bairros até ao Sumaré.

Bezerra de Menezes indagou

Omde estão teus sobrados…

Lampiões r moços da Academia…

do Brás , Tietê , viaduto,

Barracas de flores e a multidão.

O grande Mário de Andrade, queria numa obra sua, que quando morresse ele fosse enterrado em S. Paulo, porém cada parte do seu corpo num bairro.

O destaque seria o coração paulistano , que ele escrevia que o afundassem no Páteo do Collégio,pois

assim seria um coração vivo e um defunto.

O Tãnio Jairo já falava que estrangeiro prá chuchu, ningume vive em S. Paulo

se não for poliglota ou bidu.

O David compôs com o Francisco Alves e o Rei da Voz com sua bela interpretação,

arrepia até hoje os paulistanos:

S. Paulo, seu coração está batendo,

Ao mundo inteiro dizendo ,

S. Paulo é o coração do Brasil !

O Elzo foi fundo ao expressar:

Urra meu, que tem Palmeiras,

Coringão e Tricolor,

Que saudade Ayrton Senna,

Um exemplo de valor.

O Premeditando o Breque, mais conhecido como Premê,

diz que é sempre lindo andar, na cidade S. Paulo e vai citando vários

bairros , como por exemplo, O Carandiru, Mandaqui,

PARI.

O famoso, na época de 20 , 30, Paraguassu ( Antonio Ricciardi ) compõs

Tantas saudades que tenho,

Do meu S. Paulo querido,

O meu jardim tão florido,

Onde feliz eu nasci.

O Geraldo File emocionou a região do Saracura quando compôs:

Silêncio, o Bixiga está de luto,

que o apito de Pato N'Água emudeceu,

emocionado com o Mestre de Bateria do Vai – Vai.

O carioca da gema Antonio Carlos Jobim, nascido num 25 de Janeiro, amou S. Paulo em várias

línguas, numa composiçaõ onde dzia I love you S. Paulo, Io ti amo, S. Paulo, te adoro S. Paulo.

O Maurinho da Mazzei sambava e cantava homenageando S. Paulo , Oswaldinho da Cuíca, Geraldo, a Glória, Peruche e o Bixiga e o berço do samba paulistano o antigo Largo da Banana, na Barra Funda.

O Maurício Tapajós e o Paulo Cesar Pinheiro falaram que toda vezx que passavam Na Av. S. João é como fazer a r onda no samba – canção.

Tods cantaram e cantam S. Paulo e eu fiz essa homenagem à minha terra natal e pesquisei numa fonte belíssima que é o site da Prefeitura , o S. Paulo, minha cidade, mas a musa inspiradora é a cidade que é o meu berço.

Aquela cidade que é minha amiga, minha professora, aquela cujo solo eu já reguei muitas vezes com lágrimas de tristeza e de alegria.

Dentro do seu solo sagrado, ó Piratininga, estão guardados e protegidos, pai, avós, tios, primos , bisavós,  trisavós, amigos, ídolos, sonhos , ilusões.

Porém a sua memória , S. Paulo está viva, pulsando e eu teimoso, tentando passar às novas gerações de paulistanos.

Não é apenas saudosismo, creiam , é lição de amor, pra que prossigamos na tarefa de valorizar o nosso bairro, a nossa cidade, um Brasil melhor  é para isso que lutamos.

Essa tarefa é nossa , amigos, não só hoje , aniversário da heróica S. Paulo de Piratininga, mas nos demais 364  dias do ano.

Isso é possível e dentro do pluralismo ideológico em que S. Paulo se insere, comentamos que , sim , nós podemos ( Barack ) e sem perder a ternura jamais ( Ernesto ).

Padre José e Padre Manoel ao colocarem a primeira estaca no primeiro colégio do Planalto de Piratininga, exortaram aquelas terras a viverem e ordenaram : " Viva, S. Paulo !" e  o Apóstolo S. Paulo fez o milagre destinado a Paulistarum Terra Mater, fazendo que se tornasse uma metrópole gigantesca.

Nós , parienses paulistanos exclamamos com o peito estufado de orgulho e a plenos pulmões :

VIVA SÂO PAULO !