Continuamos a contar as histórias do Pari, sempre lembrando que os nomes que daremos são fictícios. Breno era um excelente mecânico, mas quando bebia transformava-se em um doido, ainda bem que só bebia após o expediente e nos fins de semana e nos feriados e nos dias santos, nas festas, nos velórios, enfim bebia demais.
Um sábado à noite , lá pelas 9 horas, Breno ia para a sua casa no Alto do Pari, cambaleando, cantando as principais músicas de Vicente Celestino, como " Ébrio", "Coração Materno"," " Porta Aberta", sim , " Porta Aberta" era a música que ele cantava, quando aconteceu o seguinte caso. Havia na rua Capitão uma festa de casamento, a porta da casa estava aberta, Breno estava contente e
resolveu dançar e foi entrando na casa sem ordem e sem ser convidado. Um detalhe estava bebendo desde a uma da tarde quando fechou a oficina e ainda estava com o macacão todo sujo de graxa. Foi invadindo a festa e quem ele tirou para dançar? sim , isso mesmo , a noiva. Para espanto de todos e para desespero da noiva , lá vai Breno puxando a mesma e bailando ao som do" Perfume de Gardênia". Quando a moça toda de branco, porem agora manchada de graxa, conseguiu se desvencilhar do Breno o pau quebrou. Alguns fregueses do Breno que estavam na festa contra os parentes dos noivos se engalfinharam, era só sanduiche que voava junto com as brajolas, como disse o grande Adoniram. Com a chegada da Rádio Patrulha, ops, todo mundo foi parar na delegacia, naquela época na rua Itaqui com Quixelos, onde foi aberto inquérito para as devidas apurações.