Mais um texto do nosso blog historiasdopari.wordpress.com sendo visto novamente.

 

Continuamos a contar as histórias do Pari,  sempre lembrando que os nomes que daremos são fictícios. Bolívar José era um excelente mecânico,  mas quando bebia transformava-se em um doido,  ainda bem que só bebia após o expediente e nos fins de semana e nos feriados e nos dias santos,  nas festas, nos velórios, enfim bebia demais.
Um sábado à noite , lá pelas 9 horas, Bolívar ia para a sua casa no Alto do Pari, cambaleando, cantando as principais músicas de Vicente Celestino, como " Ébrio", "Coração Materno"," Porta Aberta",  sim , " Porta Aberta" era a música que ele cantava, quando aconteceu o seguinte caso. Havia na rua Capitão uma festa de casamento,  a porta da casa estava aberta,  Bolívar estava contente e
resolveu dançar e foi entrando na casa sem ordem e sem ser convidado. Um detalhe estava bebendo desde a uma da tarde quando fechou a oficina e ainda estava com o macacão todo sujo de graxa. Foi invadindo a festa e quem ele tirou para dançar? sim ,  isso mesmo ,  a noiva. Para espanto de todos e para desespero da noiva , lá vai Bolívar  puxando a mesma e bailando ao som do" Perfume de Gardênia". Quando a moça toda de branco,  porem agora manchada de graxa,  conseguiu se desvencilhar do Bolívar o pau quebrou. Alguns fregueses do Breno que estavam na festa contra os parentes dos noivos se engalfinharam,  era só sanduiche que voava junto com as brajolas, como disse o grande Adoniram. Com a chegada da Rádio Patrulha, ops, todo mundo foi parar na delegacia, naquela época na rua Itaqui com Quixelos, onde foi aberto inquérito  para as devidas apurações.

http://www.youtube.com/watch?v=usP0uGMhhSQ

JAYME ANTONIO RAMOS

 

bebado