Falarei não de um pariense famoso e sim de tres de uma mesma família, os Rielli.

O patriarca foi o sr. José Rielli, que nascido em Pisa ( Itália ) veio com seu pai ainda criança para o Brasil. Morou alguns anos em Itu, onde hoje é nome de rua  e adotou o nosso querido bairro doce para morar.  Apesar de estrangeiro, adorava a nossa música de raiz, a verdadeira música sertaneja. José, ao lado de um outro ícone do rádio brasileiro, Torres e Florêncio, criou o primeiro trio sertanejo do Brasil e que fez por décadas um sucesso retumbante. Esse trio tambem é nome de uma rua na Vila Prudente. Aproveitando a deixa , o Pari homenageia pouco os seus filhos famosos. Como eu dizia ,José tinha um programa na rádio Record, na época do Paulo Machado de Carvalho, de grande audiência.

José deixou para a música, dois filhos não menos ilustres. Um deles , o Oswaldo Rielinho, formou um trio sertanejo não menos famoso do que o do seu pai, ao lado de Serrinha e Zé do Rancho ( pai do inesquecível Ranchinho ). Riellinho, tambem fez sucesso na mídia, com um programa na rádio Tupi, do Chateaubriand.

Emílio Rielli, o filho mais velho do José, foi um grande músico de formação erudita, foi regente dos corais da Santa Rita de Cássia e de Santo Antonio do Pari, este último muito famoso, cantando em várias cidades de dentro e fora do estado e ao lado de cantores internacionais.

Um tio meu cantou no Santo Antonio na época do Maestro Rielli e assim como outros (as) seus contemporâneos lembram com muita saudade da competência do sr. Emílio. Eu cantei no mesmo coral, anos depois regido por outros maestros, mas quando os cantores mais antigos se referiam ao Rielli, com comparações inevitáveis, os maestros de então se curvavam ante tamanha e reconhecida aptidão.

Enfim, o Pari tem demonstrado em sua história, a diversidade e acima de tudo a qualidade de seus filhos, o que para nós, amantes de sua tradição, nos enche de orgulho.