O"  PROFESSOR  "

Havia  na década de 70 no Pari, um personagem muito popular e que era conhecido como Professor, claro uma referência jocosa aos seus parcos conhecimentos. Professor falava sobre tudo e todos e o grande problema

era quando ele achava que seu discurso tinha que ser mais elaborado, com

requintes e um chorrilho de frases feitas, o que trazia ao interlocutor, delírios de alegria. Ele foi um dos primeiros usuários do célebre " veja bem", sempre acompanhado do menas vezes, etc. Quando houve um crime na rua Capitão e indagado por que o corpo       jazia no local após horas do crime, Professor disse que a " ténica"

ainda viria pegar as impressões" vegetais". A sua explicação sobre o citado crime é que fora cometido por algum" beibilóide", ou seja um menor que sofria das faculdades mentais.

Professor tinha uma pequena oficina mecânica  com um sócio, o Wladir, que um dia deu-lhe um

"chapéu" para a loucura dele. Professor exclamava aos 4 ventos , que isso não ia ficar assim, que ele já havia falado com a "adevogada", que ia entrar com um processo tão logo terminassem as férias " florenses". Ele depositava na advogada toda a confiança, ele a achava muito " aspirada" o que deu grande esperança de vitória no processo, ainda mais que a oficina estava enquadrada no " estaututo da mico imprença", ( ME ) e que baseado nisso ia ferrar aquele " Judas carioca " do Wladir.

Professor foi um dos muitos personagens que passaram pela minha vida, emérito contador de piadas, que com ele narrando tinham muito mais graça. Personagem que apesar de tudo , estava sempre bem humorado, quer dizer, menos quando o seu" Paumêra" perdia, quando o dia seguinte

o deixava triste , instrospectivo.

 

JAYME ANTONIO RAMOS