TRICOLOR SEGUNDO MOÇAMBIQUE

Jayme Antonio Ramos

Mais um importante pariense colaborando com nosso blog, o meu amigo Guilherme Moçambique.

Escritor nato e sampaulino roxo ou melhor , tricolor , nestes tempos amar-

gos que atravessa o antigo Tricolor do Canindé, me manda um artigo SOBRE

um grande atleta de nosso esporte bretão, Canhoteiro.

Veio do Maranhão direto para o gramado do Canindé, para jogar com cra-

ques da época e valorizar ainda mais o time das três cores.

Na foto vemos O Mágico como era chamado batendo uma bola no campo

do S. Paulo F. C. no nosso bairro, ao fundo vemos o arvoredo existente ainda hoje da Corôa.

canhoteiro

 

 

Canhoteiro o Garrincha da ponta-esquerda
Muita gente dizia que, o que o Garrincha fazia com a bola na ponta-direita, Canhoteiro fazia exatamente igual na ponta-esquerda. Com uma habilidade fora do comum para simples mortais-sendo capaz de fazer até mesmo embaixadinhas com moedas por exemplo- José Ribamar de Oliveira nascido em Coroatá(MA) no dia 24/9/1932 e falecido em São Paulo(SP) no dia 16/8/1974, passou dez temporadas inesquecíveis no São paulo Futebol Clube tornando-se um de seus maiores artilheiros (é o décimo quarto com 104 gols marcados) e ídolo eterno. Num elenco que tinha craques de nível celestial como Zizinho, Dino Sani e Gino Orlando, Canhoteiro não teve do que reclamar e se sentiu completamente em casa como se jogasse com a camisa do São Paulo desde o nascimento do clube. Irreverência, elegância, visão de jogo sobrenatural e dribles fantásticos, a catapultar  seu estrelato no time que culminou com o título do Campeonato Paulista de 1957. Cansava de botar os companheiros na cara do gol abusando dos passes precisos e cruzamentos perfeitos, sendo o artilheiro Gino Orlando, o segundo maior goleador da história São Paulo o maior beneficiado. Mas o Garrincha tricolor não ficava só de coadjuvante, também dava show entortando os zagueiros rivais em espaços milimétricos do campo que até Deus duvidava e fazendo de Idário, o beque do Corintians, sua maior vítima, aplicando-lhe espantosos quatorze dribles num jogo só(UAU!). Fora isso só fazia golaços levando a torcida à loucura com finalizações clássicas e cheias de estilo. Parecia ser exigência do próprio Canhoteiro fazer gols assim; para ele futebol era mais do que um esporte, era uma arte, uma linda arte, cujo o objetivo consistia em proporcionar um espetáculo digno do ingresso do torcedor. Assim sendo, Canhoteiro anotou em 1959 20 gols em 50 jogos uma marca considerável para um ponta na época. Apesar de nunca ter tido sorte na seleção, quando nas copas de 1958 e 1962 os pontas menos técnicos Zagallo e Pepe foram escolhidos para integrar o esquadrão canarinho, Canhoteiro sempre será lembrado pelas gerações de tricolores antigos(e até aqueles que não são, mas que admiravam o seu futebol) que o viram jogar, e pela nova geração que transmitirá para a próxima a alegria do seu futebol arte.