Pular para o conteúdo principal

DJ BETO NOFFS FALA SOBRE SUAS CARREIRAS


DJ BETO NOFFS FALA SOBRE SUAS CARREIRAS
Monday, 18 July 2011 23:00

Foto: Beto Noffs / divulgação
Roberto Morroni Noffs ou simplestemente Beto Noffs, como é conhecido o DJ e produtor paulistano, atua na cena eletrônica underground desde o começo da década de 90. Além da música eletrônica, Noffs também administra uma metalúrgica.

Sua primeira apresentação ocorreu em 1994, no clubeFourtress , em Serra Negra (SP) com versões de bandas como Front 242 e Depeche Mode. Com o surgimento das “raves” no Brasil, ele se dedicou ao estilo minimal trance, com seu projeto Kompset, o que lhe rendeu algumas faixas espalhadas pelo mundo, em coletâneas junto a artistas de peso.

Apresentou o primeiro Live PA do clube Klatu (São Paulo), e logo após lançou o álbum Buzzer, pela Kagdila Records, nos Estados Unidos. Entre os seus trabalhos também está a trilha sonora, para o desfile da marca carioca “Daspu”, que ocorreu no clube Gloria.

Além de atuar na cena eletrônica, Noffs tem uma metalúrgica em São Paulo. Em entrevista exclusiva, o artista fala sobre a carreira e como é trabalhar em duas áreas tão distintas.

Entrevista concedida à Vivian Silva – Redação RMC.

Vivian Silva – Beto, me fale um pouco sobre sua atividade na metalúrgica. Como entrou nesta área?
Beto Noffs - 
A metalúrgica tem quase 50 anos e é uma herança de família, eu estou envolvido nesta atividade praticamente desde que nasci (risos). Eu voltei para São Paulo há dois anos, para assumir a administração da empresa, já que meus pais estão no momento de se aposentarem. Fabricamos equipamentos para iluminação de shows (carcaças), um pouco de equipamento para garimpo e itens para irrigação. Nossa empresa fica no bairro do Canindé. Fiquei fora apenas por 9 anos, período que morei em Serra Negra e Monte Sião, quando me dediquei a área da confecção.

Vivian Silva - Como é conciliar profissões tão diferentes?
Beto Noffs -
 Dividir o tempo em duas atividades tão diferentes realmente não é fácil, mas durante o dia em uma, e a noite em outra, eu concilio numa boa.

Vivian Silva - Você pensa em viver apenas da música e do seu estúdio, o Electrusk Estudio? Por quê?
Beto Noffs -
 Creio que eu não deixe de lado uma empresa de quase 50 anos, para viver de música. Ainda que a música eletrônica, por mais crescente que esteja no Brasil, não fará com que eu abandone uma atividade, que vem da geração de meus avós.

Vivian Silva - Para produzir suas músicas você utiliza qual equipamento e software?
Beto Noffs -
 No momento uso o Ableton Live com VST’s, um controlador M-Audio e monitores Alesis MK-2. No live utilizo uma APC 40, uma mesa Mackie 1202, um EFX Kaos Pad da Korg . Tenho um Juno 106, um Alpha Juno II, um Novation Desktop e alguns outros módulos, mas por uma questão de praticidade, hoje uso mais os vsts.

Vivian Silva - Atualmente, quais vertentes da música eletrônica você prioriza em suas produções?
Beto Noffs - 
Depois de começar no EBM e industrial em meados de 93, com a explosão das raves passei alguns anos trabalhando com o minimal trance, que me levou a distribuir faixas em países como Japão, Portugal, Estados Unidos e Brasil. Hoje, minhas produções apesar de um estilo bem particular, fica entre o electro e EBM.

Vivian Silva - Você participa dos projetos de música eletrônica, “Electrosco” e “Dead Cash” . Me fale um pouco sobre eles.
Beto Noffs - 
Electrosco foi um momento de descontração na minha trajetória como produtor. Nos anos em que morei no interior, conheci um amigo chamado Laerte HC, que por uma simples brincadeira formamos este projeto. Eram bases sujas e pesadas, com um apelo de bom humor. Letras em português e performances com máquinas de tricot e furadeira, faziam parte do show.

Nos finais dos tempos interioranos, conheci outro amigo chamado Vinicius Meneghetti, um grande musico na área do Jazz. Na época fui convidado para fazer parte de uma coletânea virtual, então chamei o Vinicius e o colombiano Andrés Cadena (Ind.Fx), que reside em Bogotá, ele além de amigo é produtor e engenheiro de som e quem masteriza minhas músicas. E desta outra brincadeira surgiu oDead Cash. Em praticamente 3 meses finalizamos 13 faixas e estamos com o CD pronto a procura de uma gravadora.

Vivian Silva - Você tem novidades musicais? Quais?
Beto Noffs - 
A pouco tempo resolvi agregar um vocal feminino em meu trabalho. Fiz uma faixa bem estilo EBM e chamei Jessica Gabrielovna para fazer os vocais. Ela por ser russa, conseguiu dar ao meu trabalho um ar bem frio com a letra cantada em russo.

Depois da Jessica fiz parceria com Gabriela Russo Bassani, uma grande compositora que também esta participando do meu Live como vocalista. Mas a grande novidade foi a versão que fizemos paraHeadhunter do Front 242, creio que seja a primeira versão com um vocal feminino deste clássico.

Vivian Silva - Onde o público pode acompanha a sua agenda?
Beto Noffs -
 Em meu facebook e em breve também no site www.noffsmusic.com.br, onde além da agenda, haverá fotos por onde passei e até mesmo uma loja virtual, para adquirirem produtos Noffs Live e Electrosco.

Fonte :  Rio Music Reference

DJ BETO NOFFS LANÇA VIDEOCLIPE DO SEU NOVO PROJETO
Qui, 24 de Maio de 2012 12:58
beto bipolar
Beto Noffs / Foto: Leandro Godoi

Esta semana, o DJ e produtor paulistano Beto Noffs lançou o videoclipe da música “Master Mocker”, que faz parte do seu projeto de electro rock, junto com Débora Martins, denominado “Bipolar Mockers”. A faixa tem a participação também do guitarrista El Diablo.

Noffs atua na cena eletrônica desde o começo da década de 90. Com o projeto Kompset, ele lançou algumas faixas em coletâneas de selos internacionais, junto com artistas de "peso".



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Hoje é dia...

Hoje é o Dia dos Direitos Humanos Dia dos Direitos Humanos – 10 de dezembro O Dia dos Direitos Humanos apresenta uma oportunidade, a cada ano, de celebrar os direitos humanos, destacar um tema específico e promover o pleno respeito a todos os direitos humanos, por todos, em todos os lugares. Este ano, o foco é sobre os direitos de todas as pessoas – mulheres, jovens, minorias, pessoas com deficiência, povos indígenas, os pobres e marginalizados – para fazer ouvir a sua voz na vida pública e para que ela seja incluída no processo de decisão política. Estes direitos humanos – os direitos à liberdade de opinião e de expressão, de reunião pacífica e de associação, e de participar no governo (artigos 19, 20 e 21 da  Declaração Universal dos Direitos Humanos ) – têm estado no centro das mudanças históricas no mundo árabe nos últimos dois anos, em que milhões foram às ruas para exigir mudanças. Em outras partes do mundo, os “99%” fizeram suas vozes serem ouvidas através ...

BAILARINA PARIENSE INTERNACIONAL

  BAILARINA PARIENSE INTERNACIONAL Por : Jayme Ramos Hoje vou citar na nossa seção “Parienses Famosos “, uma exímia bailarina de nível internacional e de uma família importante no bairro, a família Capela Wilson. Trata-se da Saphyra Cristiane Wilson, bailarina e Professora de dança. Vamos às informações de seu site : Bailarina e professora de danças étnicas com destaque para as danças ciganas, árabes e indianas. Graduada pela Universidade Anhembi Morumbi. Iniciou seus estudos em dança indiana com Estalamare dos Santos, em 1999, no estilo Bharatanatyam. Esteve na Índia aprofundando seus estudos neste estilo além de partir para pesquisa e vivência das danças folclóricas do Rajastão (Kalbelia, Banjara, Ghoomar, Chair). Bailarina profissional e professora de dança. Dedica-se há 15 anos ao estudo e pesquisa de danças étnicas, em especial às danças ciganas, árabes e indianas. Iniciou seus estudos de dança aos 4 anos de idade (em 1982) no balé clássico, passando por diversas atividades co...

Saudosa Sampa - 02/09/1937

  Obras Públicas - 02/09/1937 Esse documentário de 1937 retrata as obras realizadas pela Divisão de Vias Públicas do Departamento de Obras Públicas de São Paulo durante a administração do prefeito Fábio Prado. O filme mostra a abertura e o estabelecimento de novas ruas e avenidas, além do calçamento e pavimentação das vias. Também são destacadas as melhorias nos trilhos dos trens e bondes, fundamentais para o transporte coletivo da época. Fonte : Facebook