Um dia desses numa das minhas andanças pelo bairro, encontrei uma moça, digamos, agora já é uma senhora , que há muito não via, trata-se de Guadalupe Izaura ( nome fictício).
Após as perguntas de praxe, ela agora uma senhora bem casada, perguntou-me por um ex-namorado o Altemar Ricardo ( também fictício ), cujo pai era um próspero industrial e que já é falecido. Eu lhe falei que o Altemar mora no interior e após eu ser indagado por ela , se ele já havia criado juízo, eu lhe respondi, que segundo informações ele estava igual, tomando seus porres, cheirando o seu pózinho e dando problemas a todos que com ele convivem.
Guadalupe me disse que era uma pena , que eles se gostavam, ela tinha certeza que com jeitinho iria conserta-lo. Mas uma tarde quando ela ia rumo ao seu trabalho, o pai dele sr. Bonifácio José, interpelou-a e disse que ela tinha que desmanchar aquele namoro, que a diferença social iria atrapalhar a vida do casal. Depois disso e com indiferença dos pais dele, com grande boicote e a fraqueza de conduta do Altemar , moço mimado, mal acostumado, ela mesmo resolveu acabar com o namoro.
Muitos anos se passaram e eu sabedor de toda a história, lhe disse que não se arrependesse, pois o sr. Bonifácio faleceu numa penúria total, vivendo com a ajuda de um ex-sócio, dormia num banco de uma Kombi, não se alimentava, só bebia. Portanto ela falou, que ainda bem que não entrei nessa família maluca, a desprezaram, a humilharam e agora um faleceu na extrema pobreza, o outro está arrumando confusão como sempre e vivendo sabe-se lá como e a mãe morando de favor com uma irmã e curtindo que um dia foi madame.
O que aconteceu ? castigo divino?falta de sorte? sei lá , mas tem certo tipo de gente que se envolve com tantos preconceitos, tanta burocracia, complicarem o que é simples, que acabam se enrolando numa trama infernal.
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