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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

DENÚNCIA - ÊXODO - IMPACTO DE VIZINHANÇA – MOBILIDADE URBANA

ÊXODO - IMPACTO DE VIZINHANÇA – MOBILIDADE URBANA

- Este é um protesto e pedido de socorro – O Pari está agonizando, pede socorro mas 

não sabe a quem se dirigir. A memória do nosso bairro está sendo destruída e o vírus 

- Estão acabando com o nosso Bairro Doce: imóveis residenciais desaparecem do dia 

para a noite, e no dia seguinte surge um barracão até sem teto, fazendo do bairro 

uma imensa rodoviária; são vários e continuam proliferando. Tenho dúvida que algum 

desses estacionamentos possua alvará de funcionamento - Ruas Rodrigues dos Santos, 

Thiers, Alexandrino Pedroso, e também duvido que estes imóveis que até então eram 

residências estejam cadastrados na Prefeitura como estabelecimento comercial. Por 

certo irão receber o IPTU como se fossem ainda imóveis residenciais.

- Os moradores estão sendo expulsos, forçados a vender seus imóveis, alarmados com 

o que está acontecendo no seu meio ambiente . Casas pequenas de vilas, viram “uma 

linguiça” de 4 ou 5 andares, cujo engenheiro deve ter se formado em Pisa.

- As etnias que aqui moram ou têm aqui os seus negócios não estão nem um 

pouco compromissadas com a nossa região; muito pelo contrário são as principais 

responsáveis pelo lixo, pelo tráfego infernal, pela descaracterização do bairro. 

Ninguém mais consegue se locomover no Pari, leva-se mais de 30 minutos para 

contornar duas quadras, devido ao tipo de comércio que para cá trouxeram, e 

que além disso tem atraído também uma bandidagem enorme. Todos os edifícios 

residenciais já tiveram um ou mais apartamentos arrombados. 

- Duas escolas estão sendo fechadas este ano por falta de alunos. Isto indica que a 

população jovem está indo embora do bairro. Por quê? Não temos um supermercado 

decente, uma farmácia de nome, uma sorveteria e sequer uma praça que possa ser 

utilizada. Mas temos centenas de botecos.

 Não há nenhuma fonte de lazer, para idosos ou jovens, – mas existem na região 

CDMs e um clube ociosos.

 Aí, ganhamos de brinde, um Prefeito desavisado que diz que o IPTU da zona central 

vai ter a porcentagem mais alta. Na certa é por causa do mercado imobiliário 

inflacionado devido aos “elefantes brancos” que estão sendo construídos aqui no 

bairro. Acho que ele desconhece que estamos em pleno festival de placas “ALUGA-
SE”. 

- O Governo fala muito em MOBILIDADE URBANA – Só que a nossa região está 

excluída disso. O Pari que havia sido proposto ser o BAIRRO AMIGO DO IDOSO, por 

sua condição plana, está com o asfalto esburacado, as calçadas são pistas de Skate - 

sobe e desce, não existe nivelação. Bicicletas e carrinhos circulam pelas calçadas – é 

entregador de tudo, e o pedestre – QUE SE DANE!

E o tráfego? A Rua João Teodoro está disputando com a M’Boi Mirim, na Zona Sul, 

qual das duas vai entrar para o Guiness Book como a campeã de congestionamentos 

a qualquer hora do dia. Acho que ontem,( 27 de novembro) a João Teodoro ganhou: 

conseguiu travar toda a região, e isto não foi somente em horário de pico – foi o dia 

Mas temos aqui uma rua pequena que resolveu entrar na disputa pelo Guiness Book, 

para ser a primeira em congestionamentos - e está conseguindo porque ela trava 

diariamente o Pari, a Vila Guilherme, o Brás: Alexandrino Pedroso é o seu nome. 

A mudança de mão de direção da Rua Rodrigues dos Santos, entre a João Teodoro e 

Alexandrino Pedroso, quando foi implantada há dois anos, foi ótima – uma rota de 

fuga da João Teodoro. Agora é um pesadelo – e os motoristas cansados de esperar, 

ali na Rodrigues, seguem na contramão o pequeno trecho, para fugir para a Barão 

de Ladário, outra que vive congestionada, ou para contornar a Praça Padre Bento e 

tentar fugir pela Rio Bonito. Eles fogem dos ônibus fretados e ficam bloqueados pelos 

caminhões, verdadeiras jamantas, parados em fila dupla fazendo carga e descarga.

- Em uma palestra da CETESB eu ouvi que terrenos de postos de gasolina são áreas 

de potencial contaminação, que levam anos para serem descontaminadas. Aqui na 

região temos quatro postos de gasolina que se transformaram em: um em Restaurante 

 dois em lojas, outro em Hotel e Estacionamento. Quem é morador do Pari conhece 

isso. Só não sabemos é se a CETESB sabe disso. 

- Parisianos – tudo aquilo pelo que lutamos e que até o final do ano passado, 

estava controlado, agora voltou às ruas: “paraquedistas”; carrinhos de comidas e 

frutas largando o lixo pelas calçadas; carros com altíssimo volume de som fazendo 

propaganda de lojas: e as Ruas Thiers , Av. Vautier e Bresser, na altura da Celso Garcia, 

estão se tornando um novo Largo da Concórdia. 

- Estacionar ônibus fretados em ruas é proibido por lei municipal 13241 e vários 

decretos, mas na semana passada havia um ônibus estacionado na porta da Igreja 

Sto. Antonio, e nesta semana dois, e lá permaneceram pelo dia inteiro. Várias outras 

ruas do bairro já estão servindo de estacionamento para os fretados.

A CET deveria colocar um semáforo na Rua Silva Teles com a Casemiro de Abreu. 

Como o trânsito da João Teodoro reflete-se na Silva Teles que fica totalmente parada, 

quem vem da Rua Paraíba, entrando na Casemiro de Abreu, para cruzar a Silva Teles 

e continuar na Casemiro em direção ao Largo da Concórdia, fica bloqueado porque 

os motoristas fecham o cruzamento e aí o congestionamento propaga-se para a Rua 

Paraíba e consequentemente para a Maria Marcolina.

Enfim – esta é a atual situação do Pari: CAÓTICA E NÃO VISUALIZAMOS UMA LUZ NO 

YARA DA MATA

NOVEMBRO 27, 2013

Segue o link documento original

Veja também o estudo sobre impacto de vizinhanã e ambiental feito pelo CADES Mooca na gestão 2010-2012



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