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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Direto da Gazeta do Pari - Urgente

Assistindo ontem ao SPTV, não pude acreditar na entrevista de um dos conselheiros da Alobrás,
que se mostrou favorável ao estacionamentos nas ruas de ônibus fretados por sacoleiras,
alegando ser útil e necessário facilitar a vida dos turistas de compras. Num bairro caótico como
o nosso é uma loucura permitir este absurdo. Pra isso foram derrubados muitos imóveis que
viraram estacionamentos e lá que deveriam ficar estes ônibus e não atrapalhar os transeuntes
que, infelizmente, têm que passar por essas ruas para chegarem ao centro da cidade para
trabalhar e marcar o ponto no relógio. Quanto ao assunto que escolhi para esta mensagem,
“Sugestão” é porque fica aqui a minha : Já que o Brás é o maior polo de comércio do país, já
que aqui estão reunidas mais de 5000 lojas, já que aqui é o paraíso das sacoleiras, acredito
também ser o Brás o maior arrecadador de impostos de São Paulo, só perdendo para a região
da Av. Paulista, então, que tal , reverter um pouquinho desta fatia para o Bairro, melhorando
as condições das vias públicas, calçadas, segurança, reurbanização das praças. É lamentável
dizer de “boca cheia “ que o Brás é maravilhoso, que aqui se encontra de tudo, enaltecê-lo
tanto quando na verdade quando fecham –se as portas das lojas ,o que se vê é amontados de
lixo deixado pelos próprios lojistas e por esses ônibus que só vem emporcalhar a cidade.
Trabalhadores que moram em outros municípios e se utilizam do transporte fretado são
obrigados a descer longe dos seus locais de trabalho, tomar ônibus urbano ou metrô para
chegarem aos seus destinos. Nossos bairros, Pari e Brás já sucumbiram, ruas como Alexandrino
Pedroso, Rodrigues dos Santos e adjacências foram tomadas por ônibus dificultando inclusive o
acesso de alguns moradores às suas residências, pessoas com dificuldades de locomoção que
são obrigadas a andarem nas imperfeitas calçadas para descerem ou tomarem um taxi, seus
carros e tudo mais. Lamentável tudo isso. Queriam acabar com esses dois bairros históricos da
cidade e conseguiram. Aos poucos foram engolindo tudo com a conivência da Prefeitura. Tudo
pode parecer lindo e maravilhoso, “Viva o Progresso”, mas traz consequências: vem a
bandidagem, roubos, furtos, antros e etc. Não esqueçamos que estamos pertinho da
cracolândia e onde há fartura, mas abandono anda ao lado, há o perigo por perto. No Alto do
Pari, felizmente estão construindo prédios residenciais, mas ,que não terão colégios para
abrigar suas crianças, padarias decentes, serviços variados, porque infelizmente cada imóvel
que é tombado nascem verdadeiros paliteiros de três, quatro andares para abrigar depósitos ou
lojas de quinquilharias. Não resido mais no bairro, mas passo por ele todos os dias. Assistir a
degradação é triste. O caos pode não ter volta, mas pode ser melhorado, se os comerciantes se
unirem para melhorar, pelo menos, o visual deste bairros ou isso aqui vai ficar igualzinho a
zona do mercado, o Parque D.Pedro, um lixo só. Todo Progresso tem seu preço, Não adianta
fechar a porta da sua lojinha, ir pra casa e sentir-se feliz por ter faturado, um dia e não vai
demorar muito terão que enfrentar as adversidades. As zonas ZEIS estão chegando, todos
querem morar no centro ou nas proximidades e aí amigos eu quero ver unir o útil ao
desagradável.

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