São Paulo Railway (1891-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1996)
PARI
Município de São Paulo, SP
Linha-tronco – km 77,636 (1960) SP-2576
Inauguração:23.01.1891
Uso atual:abandonada com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
HISTORICO DA LINHA: A São Paulo Railway – SPR ou popularmente "Ingleza" – foi a primeira estrada de ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862 e 1867 por investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus maiores acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou durante muito anos – até a década de 1930, quando a Sorocabana abriu a Mairinque-Santos – o café e outras mercadorias, além de passageiros de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946, com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à RFFSA, e, em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla. O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as TUES dos trens metropolitanos.
A ESTAÇÃO: O pátio do Pari não era uma estação; era um pátio com linhas para todos os lados encravado no meio do bairro do Pari que auxiliava nas manobras e na estocagem dos materiais que não podiam permanecer na Luz. O pátio teria sido aberto em 1891. NoGuia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960, havia as seguintes notas com referência à estação do Pari: "Não mantém tráfego com a EFS e tributárias, pelas vias Júlio Prestes e Barra Funda, nem com a CB e tributárias, via Brás-Roosevelt" e "Não recebe nem expede: a) Valores; b) Animais de grande porte; Telegramas; d) Inflamáveis". Na época em que as linhas da extinta

ACIMA: Pátio do Pari, provavelmente anos 1950 (Autor desconhecido).
Cantareira ainda existiam (até 1965), o pátio do Pari e o daCantareira, na rua João Teodoro, não se encontravam por uma distância de cerca de dois quarteirões. Fotos aéreas mostram esta proximidade. Os prédios estão hoje em grande parte abandonados; muitos foram já demolidos. "No Pari existia toda a infraestrutura para exportação, como escritórios de despachantes alfandegário, o rodoviário, conexão com a TC, além dos armazéns. Existe um álbum da SPR de 1934, com o título de Estação Parí, claro que não se tratava de estação de passageiros, mas é simples entender, pois nos primórdios da ferrovia, as estações eram basicamente para cargas" (Paulo Mendes, 12/2006).
(Fontes: Paulo Mendes, 2006; Caio Bourg, 2009; Mapas diversos, inclusive Sara Brasil, 1930; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa do Estado – acervo R. M. Giesbrecht)

À esquerda, mapa do pátio do Pari e da Cantareira em 1897. Acima, em 1930. à direita, foto aérea já mais recente.

Pátio do Pari, foto sem data. Acervo Paulo Mendes

Um dos prédios de armazém no pátio, em 03/2009. Foto Caio Bourg

Escritórios do pátio, em 03/2009. Foto Caio Bourg
Atualização

No Pátio do Pari, trabalharam várias gerações da minha família, a partir do meu bisavô, em seguida meu avô, tios avós,tios .

Eu trabalhei como ferroviário mas na Estação da Luz e a minha filha mais velha colaborou num projeto arquitetônico para o es

critório em que ela trabalhou, de uma estação ferroviária.